
O Caps-II (Centro de Atenção Psicossocial Adulto) de Araçatuba foi habilitado pelo Ministério da Saúde e passará a receber R$ 50.257,00 por mês, totalizando R$ 603.084,00 por ano, destinado ao custeio da equipe e manutenção do serviço, que oferece assistência em saúde mental.
O credenciamento foi oficializado por meio da Portaria nº 12.023/2026, publicada na última terça-feira (28), no Diário Oficial da União. O Caps-II Adulto está entre os 12 serviços habilitados em todo o país. A unidade é administrada diretamente pela Secretaria Municipal de Saúde.
“A portaria reconhece oficialmente o serviço junto ao Ministério da Saúde e garante ao município o recebimento mensal de recursos, por meio do Fundo Municipal de Saúde. A partir de agora, as atividades serão cofinanciadas pelo Governo Federal”, ressaltou a secretária municipal de Saúde, Lucila Bistaffa.
Atendimento especializado
Implantado pela Prefeitura de Araçatuba no início de 2024, o Caps-II Adulto integra a Raps (Rede de Atenção Psicossocial) do município, que também é composta pelos Caps-IJ (infantojuvenil), Caps-AD III (Álcool e outras Drogas) e Caps-III Adulto.
O Caps-II atende pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, sendo responsável pelos usuários vinculados às UBSs (Unidades Básicas de Saúde) Jardim Atlântico, São Rafael, Jardim TV, Águas Claras, Nossa Senhora Aparecida e Dona Amélia.
A unidade é composta por uma equipe multiprofissional que realiza atendimentos individuais e em grupos, oficinas terapêuticas, atendimento às famílias e visitas domiciliares. Atua, ainda, na organização da demanda e da rede de cuidados em saúde mental no território de abrangência.
Portas abertas
Localizado na Rua Dona Ida, 1.636, no bairro Aviação, o Caps-II funciona de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 18h30. O acolhimento inicial é realizado em sistema de portas abertas, ou seja, sem a necessidade de encaminhamento, sendo destinado a adultos que apresentam intenso sofrimento psíquico.
A equipe é formada por profissionais das áreas de enfermagem, psicologia, serviço social e medicina. Os atendimentos são realizados, ainda, por oficineiros, que desenvolvem atividades como artes, música, culinária e educação física.
“O objetivo do serviço é garantir acesso qualificado ao cuidado em saúde mental, promovendo atendimento humanizado, reabilitação psicossocial e fortalecimento da autonomia dos usuários”, afirmou a chefe da Divisão de Saúde Mental, Alessandra Maria Pedroso.


